Como se fosse a primeira vez

O sol ainda não sorriu no céu e já tendes me visitado o quarto
E pintaste minha suja parede de branco com seu puro sangue carmesim
Perdoa-me por esquecê-lo enquanto ainda amarro os sapatos
Por teu amor, sei que amanhã também será assim
Com este mesmo sangue hoje cedo tu compraste o mesmo jornal pra mim
Que trazia a mesma velha notícia que pela mesma indiferença mal li
E joguei fora aquelas palavras que há dois mil anos vem trazer sua Graça
Mas, por teu amor, sei que amanhã também será assim
Me perdoarás como se fosse a primeira vez
E me trarás novo fôlego na misericórdia que sempre se faz
Depois de quase me afogar tu me trouxeste de novo de volta ao cais
Respirei mais fundo e vi que o seu amor não se desfez
Como se fosse a primeira vez
Inspirada numa linda crônica – que
infelizmente se perdeu – do meu amigo André.
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