Quer ir pra onde?

Não consegui palavras muito boas
Mas quis escrever versos pra te animar
Sim, querida, respire fundo e sorria
Não vou te largar sozinha se você não puder andar
Eu vou te carregar. Já não te disse?
Eu quero te levar comigo!
Respire (mais fundo)
Sorria
E, então, leia bem devagar:
“Eu amo você!”
Se eu estivesse aí agora,
te chamaria pra dançar (mesmo sem saber)
e diria cada palavra sorrindo
e esperaria você dizer
Seria algo como: “Eu já sabia”
E eu faria cara de besta pra responder:
“Isso não vale, minha querida
Você não pode sempre saber”
É assim que temos andado
(e andado muito bem!)
Fico feliz contigo ao meu lado
Até que chegue mais alguém
Se chegar…
Por enquanto, tenho deixado isso de fora
Ando bem com você; não tenho outros planos pra agora
Vamos continuar a caminhar
Vamos lá?
A cavalo ou do meu jeito?
Eu não garanto nada se formos pelo mato
Mas, se quiser, vamos. Fazer o quê?
Só peço que evite as cercas
e que coloque uma boa música pra gente correr
Enfim, te escrevi (de novo) só pra dizer
que vou.
Quer ir pra onde?
– a primeira poesia que escrevi pra Ló.
Pra dizer que os sonhos dela também seriam meus.
[Post scriptum: ainda antes de eu e ela sermos nós.]

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