Ei, isso não é o fim do mundo

Eu ainda tô escrevendo novas crônicas pra cá. A segunda parte de “Me deem licença” vem em breve. Até lá, deem uma olhada no meu texto de introdução à pauta de entrevistas que vou desenvolver em webjornalismo nesse período.

Antes do fim

Pablo Bausujo

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É verdade que muita coisa tira o chão da gente. Quando Rubens perdeu a esposa – a única ideia de família e o alicerce de um homem de mais de quarenta que ficou órfão aos sete -, seu primeiro impulso foi atirar na própria garganta. Bem, talvez ele tenha pensado noutras coisas, mas não as registrou no bilhetinho deitado ao lado da banheira com seu corpo.

Odete se descobriu com câncer terminal e matou-se dentro de si antes mesmo que a doença o fizesse. Seu túmulo foi o seu quarto e ela rejeitou todas as flores que lhe trouxeram, em luto, desde então.

Já Saulo pegou os trocados que sobraram de sua falida empresa milionária e investiu num alcoolismo sólido. Nisto também investiu seu carro, sua casa e a memória de sua esposa e filhos, que o álcool bebeu com uma dose de divórcio.

Só que o Rubens…

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